Sobre

A idéia de se fazer uma rede de rádios operando em Ondas Curtas na Reserva Extrativista do Alto Juruá é uma antiga demanda da população da Reserva. Em 2011, o projeto começou a ganhar forma, mas somente em 2014 o projeto de fato teve sua implantação iniciada.

O Projeto Fonias Juruá teve início em 2014, sendo que em 2015 foram instaladas 6 estações de rádio fonia e capacitação da operação e manutenção básica dos equipamentos para as pessoas de cada local onde as estações foram montadas. 5 das estações foram instalas em comunidades dentro da Reserva Extravitista do Alto Juruá, no sudoeste do Acre, e uma instalada na sede da associação que representa a reserva, no município de Marechal Thaumaturgo/AC.

Em cada localidade escolhida pelos moradores da reserva, o grupo proponente[1] juntamente com os moradores locais instalaram um painel solar, regulador de carga, bateria, 3 postes entre 7 a 9 metros para sustenção da antena, a antena, o cabo que conecta o transceptor à antena, e o transceptor, um Icom IC-78.

Em 2014 o project recebeu prêmio do Programa Amazônia Cultural do Ministério da Cultura. Em 2016 o projeto foi contemplado com o prêmio FRIDA e com o Shuttleworth Foundation Flash Grant[2]. Em 2016 o grupo foi a campo para prover suporte e verificar as estacṍes, e em 2017 o grupo instalou mais duas novas estações na floresta, elevando para 8 o número de estações instaladas.

Em 6 localidades foram instalados equipamentos para transmissão e recepção digital de arquivos, tendo sido desenvolvido um sistema para comunicação digital através do rádio HF. Um software capaz de gerar um sinal compatível com o padrão HamDRM é utilizado para transmissão digital em Ondas Curtas. Fotos e textos foram transmitidas de uma estação para outra, validando a hipótese do uso da faixa de Ondas Curtas para transmissão digital de dados utilizando o mesmo transceptor de rádio utilizado para fonia.

 


[1] – O grupo que compõe o projeto é formado por moradores da reserva e pesquisadores, dentre eles Francisco Caminati (UNESP), Rafael Diniz (UnB), Maria Jacinta Moreira da Silva, Francisco Aldemar dos Santos Vale, Antonio Barbosa de Melo e Antônio José Nascimento Melo. Durante a aplicação para o projeto Frida, Anna Orlova (Freie Universitat), Diego Vicentim (UNICAMP) e Paulo Lara (Goldsmiths University) passaram a colaborar com o projeto.

[2] – Shuttleworth Foundation Flash Grant concedido para Rafael Diniz.


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